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Uma avó cientista, uma tia-avó bióloga e um pai filósofo… não tinha como não dar errado, deu ciência!

Com essa influência familiar, nasceu a bióloga e pesquisadora Tatiana Sampaio, a mulher que está trazendo movimento à vida de pessoas com lesões medulares, por meio da polilaminina.

Formada em Ciências Biológicas, com mestrado e doutorado na mesma área, Tatiana é coordenadora do Laboratório de Biologia da Matriz Extracelular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

O início

Tatiana fazia testes com a laminina, proteína natural que guia neurônios para conectarem o cérebro ao resto do corpo, quando ocorreu a descoberta da função regenerativa, ao acaso. A laminina se partiu em vários pedaços que, depois, juntaram-se novamente. A ideia de fazer disso um medicamento foi instantânea.

Em 1998, ouvindo inúmeros “nãos” das indústrias para condução do estudo clínico, Tatiana fez os testes com a laminina de forma acadêmica, dentro da própria UFRJ. Em 2021, o projeto para criar a molécula passou a contar com a parceria do laboratório Cristália, que já investiu R$ 100 milhões na pesquisa.

A partir disso, o estudo deslanchou. De testes com células isoladas, seguiu-se com aplicação em ratos, depois em cães, quando houve resultado positivo após dois meses de uso da nova droga, em bichinhos que não obtinham melhora com fisioterapia.

Teste em humanos

No final de 2025 foram divulgados os primeiros testes em pessoas paraplégicas e tetraplégicas. Dos oito pacientes que receberam a polilaminina, seis recuperaram os movimentos.

Diante disso, em janeiro de 2026, Tatiana recebeu autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para condução do estudo clínico oficial em humanos. Os testes possuem três fases, se não apresentarem problema em nenhuma delas, a nova medicação estará disponível em até cinco anos.

Polêmicas

Três pacientes que receberam a polilaminina, durante as fases I e II dos testes clínicos, faleceram por causas diversas: embolia pulmonar, choque séptico e pneumonia. Segundo o laboratório Cristália, essas condições não estão associadas ao uso da substância em si.

O fato é que nova droga está sendo testada em pacientes com lesões medulares graves e recentes, com quadro clínico crítico, aumentando o risco de complicações infecciosas ou vasculares.

Por isso, mesmo diante dos resultados promissores, a própria Tatiana alerta para a necessidade de mais testes, afinal, trata-se de um estudo experimental, mas que já colocou a cientista na capa da revista Forbes como uma grande esperança para o tratamento da paraplegia e tetraplegia.

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