O ano de 1886 é considerado o marco inicial da cirurgia moderna para epilepsia. Foi quando o cirurgião Sir Victor Horsley realizou no National Hospital, em Queen Square (Reino Unido), a remoção de cicatrizes cerebrais em um paciente de 22 anos com epilepsia focal, interrompendo as crises.
Décadas depois, Wilder Penfield aprimorou essas técnicas com o uso do eletroencefalograma (EEG) para mapear as áreas onde se originam as descargas elétricas anormais que causam as crises. Desde então, a cirurgia para epilepsia evoluiu muito.
Diagnóstico e localização do foco
Antes: o diagnóstico dependia principalmente da observação clínica das crises.
Hoje: ressonância magnética, PET, SPECT, MEG e EEG digital com vídeo permitem identificar o foco epiléptico com precisão milimétrica.
Técnicas cirúrgicas
Antes: as cirurgias exigiam grandes aberturas no crânio para localizar lesões visivelmente.
Hoje: predominam técnicas de microcirurgia e procedimentos minimamente invasivos, como ablação a laser guiada por ressonância magnética e estimulação do nervo vago.
Tecnologia e precisão
Antes: os registros cerebrais eram feitos com eletrodos rudimentares.
Hoje: neuronavegação, robótica e ressonância intraoperatória permitem remover apenas o tecido responsável pelas crises.
Mapeamento cerebral durante a cirurgia
Antes: o mapeamento funcional era limitado.
Hoje: a eletrocorticografia permite identificar e preservar áreas ligadas à fala, memória e ao movimento durante o procedimento.
Tipos de tratamento
Antes: a principal abordagem era a retirada de grandes áreas cerebrais.
Hoje: além da ressecção, existem técnicas de desconexão e neuromodulação, com dispositivos implantáveis que ajudam a controlar as crises.
Segurança e recuperação
Antes: as cirurgias apresentavam alto risco de infecção e sequelas.
Hoje: é considerada segura, com baixos índices de complicações e recuperação mais rápida.
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