O uso da cirurgia robótica vem crescendo em todo o mundo, por se tratar de uma técnica minimamente invasiva que amplia as possibilidades terapêuticas em diversas especialidades, com muitos benefícios a pacientes e profissionais de saúde.
No Brasil
No início, a técnica estava especialmente associada ao tratamento de tumores. Hoje, é aplicada para uma ampla variedade de condições benignas e malignas, em especialidades como urologia, ginecologia, cirurgia geral, cabeça e pescoço, torácica e colorretal.
Dados dos últimos dez anos sobre cirurgias robóticas realizadas no País mostram:
- Salto de 17 mil procedimentos para 88 mil (+417%)
- Infraestrutura nacional passou de 51 robôs cirúrgicos para 190 robôs
Pioneira
A urologia é considerada pioneira na incorporação da tecnologia, em especial para prostatectomia, já que 71,7 mil brasileiros, por ano, são acometidos pelo câncer de próstata, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca).
No mundo, estima-se que mais de 8,5 milhões de pacientes tenham sido operados com auxílio de plataformas robóticas, com mais de 1 milhão de procedimentos ao ano, um avanço que tem explicação.
Comparada a técnicas abertas, a cirurgia robótica apresenta menor:
- Sangramento
- Tempo de internação
- Necessidade de transfusão sanguínea
- Incidência de complicações pós-operatórias
E maior índice de preservação da:
- Continência urinária
- Função sexual
Outras especialidades
Apesar de pioneira, outras especialidades têm se apropriado da tecnologia robótica, como cirurgias na laringe e endoscópicas da base do crânio.
No entanto, seu uso correto não depende apenas do conhecimento da técnica, mas do treinamento anatômico avançado dos profissionais de saúde para incorporarem o procedimento em sua prática, de maneira segura e responsável. Afinal, a tecnologia não substitui o conhecimento anatômico, o julgamento clínico e a habilidade técnica do cirurgião. O robô é uma ferramenta controlada pelo médico, que oferece maior precisão, segurança e controle durante os procedimentos.
Educação médica continuada
Nesse cenário, a educação médica continuada tem papel fundamental, porque, antes de dominar essa prática, o cirurgião precisa desenvolver bases sólidas de anatomia aplicada.
Os treinamentos hands-on em cadáveres frescos, oferecidos nos cursos da SKOOPI, são uma das formas mais eficazes de aperfeiçoamento profissional. A atividade “mão na massa” permite a médicos e residentes praticarem em condições que simulam a realidade de um centro cirúrgico e favorecem:
- Habilidades técnicas
- Refinamento de movimentos
- Familiarização com diferentes abordagens
Evolução tecnológica e medicina andam juntas, assim como o conhecimento anatômico aprofundado e o treinamento prático de excelência são essenciais à cirurgia moderna.
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Fontes:


